A ação do Grupo We para a BYD que parou a internet.
Tem uma campanha nova da BYD que vale observar por um motivo bem específico: ela não tentou criar uma conversa. Ela usou a seu favor as críticas à marca. Para…

Tem uma campanha nova da BYD que vale observar por um motivo bem específico: ela não tentou criar uma conversa. Ela usou a seu favor as críticas à marca.
Para apresentar o novo BYD Song Pro, a marca colocou 30 haters contra o carro, levando para a publicidade a lógica do 30x1, um dos formatos de fundo branco que mais cresceu nos últimos meses.
“Carrinho de pilha.”
“Torradeira sobre rodas.”
“Imagina a conta da luz quando chegar.”
As próprias provocações que já existem contra a categoria viraram parte da campanha. Depois vieram teaser, estreia no intervalo da novela, evento, creators experimentando o carro e novos conteúdos com uma linha criativa que acredito ser uma das mais bem pensadas recentemente:
“O SUV mais amado pelos haters da BYD.”
Olhando pela Conty, é justamente isso que mais chama atenção.
A tendência não entrou como uma referência estética. Ela virou a estrutura da campanha.
O 30x1 já carrega muito conflito, opinião, comentários e cortes. E a BYD é uma marca que naturalmente desperta esse tipo de discussão.
Ao invés de produzir uma publicidade e depois pensar em como transformar em conteúdo, a ideia já nasceu com lógica de conteúdo.
Notei que a Agência WE já vem experimentando bastante com a BYD nesse território de misturar mídia, cultura e criação como na campanha "Zero emissão de Gracys". Esse talvez seja um dos exemplos mais claros dessa linha.
Mérito do time e do Fabio Rosinholi por identificar uma linguagem que já estava viva nas redes e encontrar um motivo para a marca entrar nela.
No fim, não parece uma marca tentando acompanhar a internet.
Parece publicidade feita entendendo como a internet funciona.